8 Medidas Para a Melhoria do Transporte Público Coletivo Urbano No Brasil

8 Medidas Para a Melhoria do Transporte Público Coletivo Urbano No Brasil

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A NTU, entidade representante das empresas de ônibus urbanos no âmbito nacional, luta há mais de duas décadas por medidas governamentais que promovam a melhoria da qualidade dos serviços e a redução dos custos de transportes para a população.

A Viação Cidade de Paranavaí é associada a esta endidade e esta na luta por melhorias no transporte coletivo em todas as esferas do poder público.

Apoiamos a fundação do MDT – Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos - que trabalha em conjunto com os Movimentos Sociais para inclusão dos transportes públicos na pauta de reivindicações da sociedade.

Assistimos ainda ao crescimento vertiginoso da frota de automóveis motocicletas que ocupou os espaços viários urbanos, causando os congestionamentos que reduziram à metade a velocidade comercial dos ônibus (de 25 para 12km/h em 10 anos). O resultado não poderia ser outro: queda de qualidade dos serviços e aumento de custo que afugentavam mais usuários criando um círculo vicioso que parecia não ter fim.

Por isso, as empresas de ônibus brasileiras se identificam com os movimentos sociais que lutam pela melhoria dos transportes públicos urbanos e apoiam todas as manifestações pacíficas nessa direção.
Milhões de brasileiros experimentaram nos últimos tempos uma significativa ascensão social e, com toda a razão, estão exigindo serviços públicos de melhor qualidade.

Avançar na qualidade e na eficiência dos transportes públicos urbanos é investir na qualidade de vida da população brasileira, e assim, todos, cidadãos, governo e empresas, só têm a ganhar.

Os serviços de transportes urbanos por ônibus atendem atualmente a cerca de 87% da demanda de viagens nas cidades brasileiras. São 1.800 empresas operando uma frota de 107 mil ônibus que estão presentes em 3.311 municípios no país, transportando diariamente 40 milhões de passageiros, e desta forma, induzindo a empregabilidade, o comércio e a competitividade da indústria nacional.

A maioria dessas empresas são de origem familiar que nasceram pequenas e cresceram com o Brasil. O setor responde pela geração de 537 mil empregos diretos e formais e por cerca de 1,6 milhões de empregos indiretos gerados na indústria e no setor de serviços.

O faturamento anual corresponde a 28 bilhões de reais. Destes, 8 bilhões se destinam ao  pagamento de tributos e encargos nas três esferas de governo.

É por tudo isso que as empresas de ônibus urbanos brasileiras veem com respeito esse momento de mobilização da sociedade por um transporte público eficiente, confiável, seguro, de qualidade e com baixos custos.

Na qualidade de parceira desse anseio social e com a experiência de quem vive diariamente as deficiências e o caos da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras, a NTU, representando a classe empresarial do setor, vem apresentar uma proposta de ação ao estado brasileiro, composta de 8 medidas, para que o país possa atingir uma mobilidade urbana sustentável que traga uma efetiva melhoria da qualidade de vida para os cidadãos brasileiros.

– prioridade de circulação para o transporte coletivo nas vias urbanas sobre o transporte individual motorizado;
– elaboração imediata dos planos diretores e dos planos de mobilidade urbana por todos os municípios obrigados pela legislação, a serem construídos com a participação representantes da sociedade civil organizada;
–  continuidade dos investimentos federais, estaduais e municipais na infraestrutura para a mobilidade urbana;
–  implantação de redes de transportes modernas, integradas, multimodais, racionais e de alto desempenho;
–  implantação de uma política de mobilidade, construída com a participação efetiva da sociedade, com representantes nos conselhos municipais de transporte, estabelecendo qual o nível do serviço de transporte público que se deseja oferecer a todos os cidadãos e quanto isto vai custar ao passageiro (tarifa) e quanto vai custar ao governo (subsídio);
–  desoneração dos tributos municipais, estaduais e federal que pesam sobre o setor de transporte público;
–  subsídio com recursos públicos às gratuidades que oneram a tarifa paga pelos usuários;
–  subsídio ao serviço, a ser pago por meio de um fundo com recursos dos combustíveis, distribuído aos municípios de forma proporcional à população.